PLÍNIO, o JOVEM (Gaius Plinius Caecilius Secundus) era filho de um proprietário rural do norte da Itália. Depois da morte do pai, foi criado pelo tio, Plínio, o Velho, autor de uma famosa enciclopédia de história rural. O tio morreu no ano de 79 d.C., durante a erupção do Vesúvio.
Plínio fez carreira como advogado e servidor público, tendo sido cônsul e depois governador de uma província romana. Ele deixou dez volumes de cartas: nove para amigos e colegas e uma para o imperador Trajano.
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Para a esposa, Calpúrnia
Não acreditarás na saudade que sinto de ti. A principal causa é meu amor e o fato de não costumarmos ficar separados. Por isso, durante a noite me acontece ficar acordado por muito tempo, pensando em ti, e de dia, quando chega a hora em que costumava visitar-te, meus pés, como se diz com razão, me levam até teu quarto; mas não te encontro lá e volto, triste e deprimido como um amante desprezado. Só fico livre desses tormentos quando estou assoberbado de trabalho no tribunal e nos processos dos amigos. Avalie como é a minha vida quando só encontro repouso no trabalho e conforto na tristeza e na ansiedade.
Adeus.
Sou uma grande admiradora do livro e quero compartilhar com todos vocês, as mais belas cartas de amor escritas por grandes personalidades da literatura mundial, tais como Napoleão, Darwin e Beethoven. No blog, as cartas serão postadas diariamente, até que todo livro seja descrito.
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